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Mostrando postagens de agosto, 2023

Vestir, desenhar e pintar o fado: Amália por Paulo Azenha

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  A exposição temporária apresentada em agosto de 2023 no Museu Nacional do Traje, em Lisboa, intitulada Vestir, desenhar e pintar o fado: Amália por Paulo Azenha, apresenta uma coleção de poemas e imagens de seda e tela – como diz o subtítulo da exposição. Isto é, a exposição apresenta letras dos fados eternizados na voz da famosa fadista portuguesa, Amália Rodrigues, figurinos modelados em tecidos com sua imagem e diferentes releituras de consagradas pinturas, adaptando à imagem da fadista e outras artes plásticas com sua figura, dando sempre à elas o nome de títulos de fados imortalizados pela Amália. Em 1997, Paulo Azenha criou a primeira peça, estampando o rosto de Amália Rodrigues em uma vestimenta que intitulou Rosas de Portugal. Dali para frente uma série de vestimentas foram produzidas com o mesmo tema. Além de figurinos com a icônica fadista, o autor a pintou em tela e em variados suportes. A exposição em referência é justamente a primeira amostra da coleção das criaç...

Maison Victor Hugo

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Manuscritos de Victor Hugo A Casa Victor Hugo, conhecida como Maison Victor Hugo à Place de Vosges, em Paris, é uma casa-museu, que além da casa do famoso escritor francês, apresenta, em sua exposição permanente, suas facetas, sua vida e sua obra. A casa centenária mantém o mobiliário e a decoração ao tempo do escritor. Se por um lado aparenta um ar pesado por exagero de elementos, fascina, em especial, pelo tanto de material do extremo oriente a decorar o ambiente. Alguns manuscritos estão exibidos e pinturas com retratos do escritor e de seus filhos impressionam até por certa meiguice. A casa-museu realiza também exposições temporárias com programação intensa. Detalhes do Oriente no mobiliário da casa-museu Victor Hugo em sua pose clássica Jeanne endormie , ilustração de Albert Fourié para o poema homônimo em A Arte de Ser Avô Victor Hugo e seu filho François-Victor Hugo

Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

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O Museu Nacional de Arte Antiga, de Lisboa, também conhecido como museu das Janelas Verdes, tem um importante acervo de obras do passado português, do Extremo Oriente e da arte religiosa. Suas peças em exposição permanente demonstram o requinte do período imperial português com coleções não só de pintura, mas mobiliário, faiança, prataria etc. A coleção de faiança chinesa é numerosa e os demais itens de peças artísticas do Oriente impressionam por sua peculiaridade e beleza. O Museu é ainda guardião de importantes peças do patrimônio artístico português, destacando-se os Painéis de São Vicente de Fora, que estão em trabalho restauro há 2 anos. Os painéis de São Vicente de Fora, patrimônio histórico e artístico português, está em restauro há dois anos no Museu Nacional de Arte Antiga  Mobiliário exposto: arcas e contadores precisos e admiráveis Muitos salões do Palácio das Janelas Verdes (Museu Nacional de Arte Antiga - MNAA) Requinte dos salões do MNAA Detalhe de pintura com roda d...

Santos Dumont através das décadas

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A INFRAERO, empresa que administra o Aeroporto Santos Dumont, promoveu, em junho de 2023, a exposição Santos Dumont através das décadas. Localizada no terceiro andar do edifício principal do aeroporto, a exposição contava, por meio de vários painéis, a história do Aeroporto Santos Dumont, localizado à margem da Baia da Guanabara, o ponto ideal para um aeródromo, como afirmou, por várias vezes, o próprio inventor do avião: Santos Dumont. A exposição é uma homenagem aos 86 anos do primeiro aeroporto civil do Brasil, apresentando nesses painéis a história desde 1930 com a instalação do aeroporto, utilização de uma área de 800.000m2, construção da pista, dos edifícios da estação central de passageiros, da torre de comando e de quatro hangares iniciais, além do aterramento, tudo no mesmo lugar em que a aviação comercial anteriormente atracava os hidroaviões que já voavam pelo Brasil. Assim, pode-se conhecer melhor a história do icônico aeroporto internacional e, também, muito conhecido por...

Memorial Laura Alvim

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Fachada do Centro Cultural Laura Alvim O Centro Cultural Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro, guarda o Memorial Laura Alvim, a mecenas das artes cênicas que dedicou uma vida na construção do Centro Cultural e do incentivo à arte. No Memorial, instalado no segundo andar, os visitantes podem conhecer melhor a figura de Laura Alvim. Estão ali expostos objetos particulares e informativos de sua vida. Integra o Memorial os bastidores do teatro que a mecenas mantinha dentro de sua própria casa onde então, longe da crítica social, poderia apresentar seu talento aos parentes e amigos. A montagem do Memorial contou com bom gosto na divulgação da vida e obra da patrona do Centro Cultural, que conta hoje com salas de exposições, cinema, teatro, restaurante e até estúdio de rádio. Detalhe arquitetônico do Centro Cultural Laura Alvim Sala de exposição do Memorial Laura Alvim Detalhe do bastidor da sala de apresentações teatrais usado por Laura Alvim

Museu da Marioneta

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O Museu da Marioneta de Lisboa mantém um rico e diverso acervo de materiais desta arte teatral que tem expressão mundial. Em seu acervo encontram-se marionetas de vários países do Oriente ao Ocidente e de diferentes épocas. O museu apresenta os diferentes tipos de marionetas: de vara, de fio, de mão etc. As peças orientais têm uma beleza própria e talvez seja a parte mais importante do acervo do Museu. Sua proposta de apresentação é lúdica e didática. As personagens esculpidas nas marionetas são em sua maioria bastante caricaturais. Embora essas caricaturas tenham em sua maioria aspectos lúdicos, são também assustadores. Há marionetas de diversos materiais (madeira, pano, plástico, papel etc) e de todos os tamanhos: pequenas, grandes e em tamanho de estatura humana. Marionetas indianas As personagens são bastante caricaturais. Embora lúdicas, muitas vezes são assustadoras As marionetas são verdadeiras obras de arte Além dos personagens, o Museu apresenta os itens cenográficos também Um...

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros - NARC

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O Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (NARC) apresenta como exposição permanente o próprio sítio arqueológico descoberto aquando das obras de tentativa de construção de andares subterrâneos ao edifício sede do Banco BCP, atual Millenium BCP, em 1989. No sítio é possível observar a sobreposição da cidade de Lisboa, a antiga Olisipo, em cerca de vinte cinco séculos de ocupação urbana do local. As margens do rio Tejo indicam ter acolhido presença humana desde muitos séculos. Por meio dos objetos encontrados assim como das estruturas urbanas desenterradas, identificou-se “camadas de História”, desde a Idade do Ferro, deduz-se, também, a presença de fenícios, inclusive com a identificação de prato com o desenho de barco fenício com a característica cabeça de cavalo, o complexo industrial da salga de peixe e outros produtos para exportação, o balneário romano (200 – 450 d.C.), assoreamentos ocorridos, posteriormente a criação de um cemitério provavelmente medieval, em razão de urnas fu...