Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros - NARC


O Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (NARC) apresenta como exposição permanente o próprio sítio arqueológico descoberto aquando das obras de tentativa de construção de andares subterrâneos ao edifício sede do Banco BCP, atual Millenium BCP, em 1989. No sítio é possível observar a sobreposição da cidade de Lisboa, a antiga Olisipo, em cerca de vinte cinco séculos de ocupação urbana do local. As margens do rio Tejo indicam ter acolhido presença humana desde muitos séculos. Por meio dos objetos encontrados assim como das estruturas urbanas desenterradas, identificou-se “camadas de História”, desde a Idade do Ferro, deduz-se, também, a presença de fenícios, inclusive com a identificação de prato com o desenho de barco fenício com a característica cabeça de cavalo, o complexo industrial da salga de peixe e outros produtos para exportação, o balneário romano (200 – 450 d.C.), assoreamentos ocorridos, posteriormente a criação de um cemitério provavelmente medieval, em razão de urnas funerárias e esqueletos ali sepultados e mais recente as estruturas da arquitetura pombalina: estaqueamentos, poços, esgotos e gaiolas estruturais.

O NARC apresenta ainda exposições temporárias. Em 2023, era a vez de apresentar a iluminação urbana ali encontrada com vários modelos de lamparinas e a presença de sílex para a produção mais facilitada do fogo e sua conservação.

Uma diversidade de utensílios encontrados no sítio arqueológico: urnas funerárias, ânforas para transporte de peixe salgado e frutas em conserva para exportação, pratos, panelas, faca de ferro com cabo de osso etc.



Tanque com restos de frutas

Complexo industrial da salga de peixe

Trecho do mosaico do piso do balneário romano



Outro trecho do mosaico do piso do balneário romano

Detalhe do estudo do mosaico do piso do balneário romano




Vestígios do cemitério medieval

Alicerce de posso na era pombalina, em madeira para dar flexibilidade

Estaqueamento do edifício em madeira para sua flexibilidade característica da era pombalina

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